1º Semestre - "Estrutura e Organização da Educação Brasileira e Diversidade"




UNIDADE PÓLO SOROCABA – SP




CURSO DE PEDAGOGIA




DESAFIO PROFISSIONAL

Estrutura e Organização da Educação Brasileira
Educação e Diversidade






ELIZETE GARCIA CÂNDIDO PEREIRA 


A NOVA FAMÍLIA BRASILEIRA X PRECONCEITO




Tutora: Daiane Cristina / Cecília Lopes Godinho Rodrigues







Sorocaba, 15 de Abril de 2015.


1.    Introdução


O Desafio Profissional a seguir tem como objetivo enfatizar sobre o Multiculturalismo e as Diferenças nos dias atuais.
Percebe-se que há uma grande dificuldade em aceitação de tudo aquilo que é diferente aos padrões estabelecidos pela sociedade.
Há de se entender que vivemos em uma sociedade caracterizada por sua complexidade e é na escola que a diversidade, maneiras e concepções de vida deverão ser trabalhadas, analisadas e discutidas.
O educador de perceber os alunos como indivíduos pensantes e participativos da sociedade com suas experiências de vida, seu modo de falar e seus valores culturais, tentando trazer para a sala de aula a liberdade de expressão no diálogo mútuo.
O aluno trazendo suas experiências, fazendo uma troca com os demais, crescendo em sua postura crítica e de ética, tende a ter mais assimilação e reconstrução de novos conceitos, culturas e conhecimentos da sociedade em geral e uns com os outros.
A escola por sua vez torna-se base para uma sociedade justa, que passa a entender novos conceitos, trazendo essa nova realidade para dentro de seus muros e portões.


2.    Desenvolvimento

           2.1 Passo 1 – Documentos relacionados ao respeito às diversidades e ao multiculturalismo:


Documento
Principais aspectos abordados nos documentos relacionados ao respeito às diversidades e ao multiculturalismo.
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96)
Art. 3 I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepção pedagógicas. IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; X – valorização da experiência extraescolar; XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; XII – consideração com a diversidade étnico racial
Art. 4 III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino.
Art. 32 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
Art. 33 O ensino religioso, de matrícula facultativa, poderá ser em caráter confessional (opção religiosa do aluno) ou interconfessional (elaboração de um programa).
Art. 58 3º A oferta de educação especial, dever Constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
Art. 59 V acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)
O documento enfatiza as diversas heranças culturais que convivem na população brasileira, oferecendo informações que contribuam para a formação de novas mentalidades, voltadas para a superação de todas as formas de discriminação e exclusão.
O mesmo contempla aspectos que indicam a necessidade de se vivenciar a pluralidade de nossa cultura e especificam os objetivos a serem alcançados no decorrer de todo ensino fundamental, sendo uma enriquecedora oportunidade de conhecer as histórias de dignidade, de conquista e de criação, de culturas e povos que constituem o Brasil, de tudo que, sendo diverso, valoriza a singularidade de cada um e de todos.
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
Este parecer visa a atender os propósitos expressos, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica. Desta forma, busca cumprir o estabelecido na Constituição Federal e na Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que asseguram o direito à igualdade de condições de vida e de cidadania, assim como garantem igual direito às histórias e culturas que compõem a nação brasileira, além do direito de acesso às diferentes fontes da cultura nacional a todos brasileiros. Constitui-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da educação, e têm por meta, promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de nação democrática.
Obter um princípio que conduza à igualdade básica e à compreensão de que a sociedade é formada por pessoas que pertencem a grupos étnico-raciais distintos, que possuem cultura e história próprias, igualmente valiosas e que em conjunto constroem, na nação brasileira, sua história; ao conhecimento e à valorização da história dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na construção histórica e cultural brasileira; Diretrizes que possam levar à superação da indiferença, injustiça e desqualificação com que os negros, os povos indígenas e também as classes populares às quais os negros, no geral, pertencem, são comumente tratados; à desconstrução, por meio de questionamentos e análises críticas, objetivando eliminar conceitos, ideias, comportamentos veiculados pela ideologia do branqueamento, pelo mito da democracia racial, que tanto mal fazem a negros e brancos; à busca, da parte de pessoas, em particular de professores não familiarizados com a análise das relações étnico-raciais e sociais com o estudo de história e cultura afro-brasileira e africana, de informações e subsídios que lhes permitam formular concepções não baseadas em preconceitos e construir ações respeitosas; - ao diálogo, via fundamental para entendimento entre diferentes, com a finalidade de negociações, tendo em vista objetivos comuns, visando a uma sociedade justa.
Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, Volume 1.
Para o exercício da cidadania devem-se seguir os seguintes princípios:
O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.;
O acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética;
A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma.
Para uma aprendizagem de sucesso na organização do trabalho educativo, deve-se considerar: a individualidade e a diversidade.
       

          2.2 Passo 02 – Pesquisa e Análise Crítica


Título: Escolas mudam tradição e criam Dia da Família para evitar exclusão.
Acesso em: 03/03/2015

Análise Crítica:
Ao mudar as tradições de Festas nas escolas é importante ressaltar que haverá prós e contras. Com a decisão pela Festa da Família as Unidades Escolares têm que buscar conscientizar que hoje há uma realidade diferente de anos atrás, uma realidade que levou a criança a ter uma família diferenciada, mas que continua tendo os mesmos valores e referências.
Muitas crianças são criadas por avós, outras podem ter perdido um de seus pais, algumas ainda são filhas de mães solteiras, adotadas ou vivem com parentes próximos.
Outra realidade vivida nos dias de hoje, é a de casais homossexuais, que adotam ou tem seus filhos por meios de inseminação artificial. Essas crianças tem o mesmo direito de qualquer uma outra de serem matriculadas e frequentarem uma escola sem serem alvos de preconceito.
Lembrando que não é preciso concordar com determinados conceitos, mas acima de tudo respeitar e aprender a conviver de uma melhor maneira possível, pensando sempre no bem estar da criança.
O que é inadmissível, é uma criança ser excluída do convívio com os demais devido sua família ser considerada “diferente” das famílias tradicionais e consideradas “normais”.
Se a homenagem for direcionada para a Família, as crianças de um modo geral serão acolhidas, amadas e valorizadas, independentemente de quem virá. E isto sim será uma Festa.


          2.3 Passo 03 – Exposição dos Desenhos:


Desenho visualizado por você
Aspectos que podem ser trabalhados com o objetivo de valorizar a diversidade e multiculturalismo
Desenho representando um homem de óculos segurando uma bengala.
Salientar sobre a compreensão e respeito do direito de ir e vir que pertence a todos e a existência de pessoas que tem os seus direitos desrespeitados por não conseguirem livre acesso e encontram dificuldades por possuírem uma deficiência física. Chamar a atenção para o acesso em lugares públicos com rampas, portas largas e acesso à sala de aula. A escassez de informação básica sobre a população com deficiência tem se constituído um empecilho ao planejamento de ações voltadas à inserção social dessas pessoas para que elas tenham condições e oportunidades de assumir responsabilidades e exercer direitos iguais aos de todos os outros membros da sociedade.
Desenho representando uma mulher segurando uma bíblia.
Realçar as diferentes formas de religião e cultos e o respeito à opção religiosa entre as várias denominações existentes. Toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião, este direito inclui a liberdade de manifestar sua religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
O princípio da liberdade de crença, de culto, de liturgias e de organização religiosa, está consagrado na nossa Constituição.
Desenho representando um casal de idosos.
Salientar que os idosos têm muito à oferecer pelas suas experiência de vida. Afirmar que em virtude da melhor qualidade de vida, os indivíduos têm atingido a terceira idade possuindo melhores condições psicofísicas que no passado. Uma nova realidade, que exige reflexões e mudanças na sociedade Não pode afastar o idoso do convívio social, impedindo-lhe o exercício de seus direitos, sobretudo os princípios da igualdade, liberdade e da dignidade da pessoa humana.
Desenho representando dois homens de mãos dadas.
Enfatizar que independente da opção sexual esta pessoa tem os mesmos direitos, que devem ser respeitados para não exclui-los do meio de convívio da sociedade.
Percebe-se que a orientação sexual ainda é e vai ser por muito tempo uma questão complexa e tensa no seio das famílias.
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência”.
Desenho representando uma mulher careca.
Ressaltar sobre os problemas de saúde que podem surgir, questões que envolvam a aceitação do diferente, pois a pessoa que está em um estado crítico de doença já está com baixa estima e deve-se ter consideração neste fato. Podemos contribuir para a autoestima desta pessoa.
O ser humano é importante pelo que ele é como pessoa e não pelo que ele tem ou por sua beleza exterior.

3.    Considerações Finais


Após lermos, analisarmos e compararmos diferentes autores a respeito do mesmo assunto, levantamos que a Diversidade dentro do âmbito escolar tornou-se um grande problema social que ainda está sendo estudado e colocado em prática em algumas Unidades Escolares.
Ampliou-nos a compreensão no fato de que dentro da escola essa nova realidade pode levar a discussão pois, como já dito, vivemos em uma sociedade complexa onde cada indivíduo pensa e age de formas diferentes, cada um tem seus conceitos baseados em normas familiares, religião e etc.,
Passamos e entender que hoje vivemos uma realidade muito diferente, e as normas estabelecidas outrora, não cabe mais na hora de repassarmos aos nossos educandos.
Temos que repensar novos conceitos, o mundo está mudado, as pessoas evoluíram e não cabe mais continuarmos lecionando e agindo como se vivêssemos no passado. É hora de evoluirmos didaticamente também, ensinando pesquisar, pensar, planejar, realizar e avaliar, e assim vivermos sob os preceitos de uma grande professora e autora, que um dia disse:

                                   “O que parece consensual é a necessidade de reinventar a educação escolar, para que esta possa adquirir maior relevância para os contextos sociopolíticos e culturais atuais e as inquietudes das crianças e dos jovens” (Candau, 2009, p. 47)

Devemos oferecer aos nossos educandos formas para em bom aprendizado, para que os mesmos passem a viver em uma sociedade pensante, ativo, crítico, saber se pôr diante de todas situações que possam ocorrer durante sua vida e se torne um indivíduo com identidade social e autonomia de pensamento.


4.    Referências Bibliográficas


Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro101.pdf>. Acesso em 16 de março de 2015.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n.9394/1996. Brasília: Ministério da Educação e Cultura, 1997. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em 16 de março de 2015.

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. CNE/CP. Resolução 1/2004. Diário Oficial da União, Brasília, 22 de junho de 2004, Disponível em:< http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.pdf >. Acesso em 16 de março de 2015.

Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, Volume 1.Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf >.Acesso em 27 de março de 2015.

GOMES, Nilma Lino. Indagações sobre currículo: diversidade e currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag4.pdf>. Acesso em 17 de março de 2015.

PAZ, Cláudia D. A. Dia das Mães e dos Pais: gênero e família na escola. Fazendo Gênero 9: Diásporas, Diversidades, Descolamentos. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2010. Disponível em:<http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1278298586_ARQUIVO_ClaudiaDenisAlvesDaPaz_FG9.pdf>. Acesso em 18 de março de 2015.

PACHECO, Clarissa. Escolas mudam tradição e criam Dia da Família para evitar exclusão. Correio: 31/10/2013. Disponível em: <http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/escolas-mudam-tradicao-e-criamdia-
da-familia-para-evitar-exclusao/>. Acesso em 03 de março de 2015.

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